Na quarta-feira passada fui numa missão impossível ao Jambesse (a primeira localidade do continente) à procura de um carpinteiro perdido desde a primeira edição. Não tinha a foto do senhor mas tinha o nome dele e a profissão. Com um nome tão estranho como Amisse Assane pensei que com um pouco de persistência conseguisse encontrar o senhor naquele dia.
Saí de manhã de casa com o Pi e a Marta em direcção ao Jambesse num maravilhoso chapa. Ao chegarmos, cada um foi para seu lado tentar contactar os seus empreendedores e lá fui eu na minha aventura que pareceu terminar rapidamente. Depois de perguntar a 10 pessoas pelo Amisse Assane que era carpinteiro veio um rapaz ter comigo a dizer que o pai dele se chamava Amisse e era carpinteiro. Fiquei então à espera do senhor durante cerca de uma hora quando descobri que o senhor não tinha como último nome Assane e não era portanto a pessoa que eu procurava. Já um pouco frustrada, continuei a minha busca pelo carpinteiro e descobri que o Jambesse era muito maior do que eu pensava e que na mesma localidade podiam existir cinco ou mais pessoas com o mesmo nome próprio e a mesma profissão. Cheguei mesmo a dar uns refrescos a uns miúdos por duas vezes a pensar que me tinham levado à pessoa certa. Depois de uma manhã inteira a andar no Jambesse decidi voltar para a ilha para recuperar o ânimo e voltar na manhã seguinte. Quando cheguei a casa falei no que se tinha passado e o Luís lembrou-se que havia umas fotos de alguns dos primeiros empreendedores no escritório. Lá fui eu então e realmente descobri a foto do Amisse Assane. Agora a minha tarefa tornava-se mais fácil.
Na manhã seguinte pus-me a caminho, novamente de chapa, até ao Jambesse. Logo ao chegar perguntei às primeiras pessoas que encontrei se conheciam o senhor da fotografia e se sabiam onde eu o podia encontrar. Rapidamente um senhor me respondeu que eu já tinha estado ao pé da casa do Amisse no dia anterior e disse-me onde era. Quando cheguei ao local comecei a perguntar à vizinhança qual era a casa e depois de todos terem mentido, lá consegui descobrir qual era a casa e fui bater à porta. Primeiro veio um rapaz à porta que apenas me disse que o Amisse não estava e depois de alguma insistência a mulher do Amisse veio à porta e disse que ele estava para Nampula. Deu-me a sensação que ela estaria a mentir e decidi então esperar ali à porta. Houve alguma insistência para que me fosse embora dizendo que o Amisse só voltaria na segunda-feira mas apercebi-me de que alguns miúdos me queriam dizer qualquer coisa mas ao mesmo tempo estavam com algum receio e decidi ficar e esperar. Após mais de quatro longas horas de espera o Amisse apareceu e falei um pouco com ele. Ele até pareceu satisfeito por me ver e tenho a dizer que no dia seguinte, sexta-feira, foi bater à nossa porta para entregar algum dinheiro. Senti-me uma verdadeira heroína até porque começo a bater records na minha capacidade de espera.
Espectacular Sofia!
ResponderEliminarTemos de te dar um prémio de presistência!
Espero que estejam todos bem pela Ilha
Beijinhos
Rita
Oh Sof vais voltar transformada e cheia de paciência, e depois podes dar-me alguma que como sabes bem preciso e não me parece q vá adquirir mta nos próximos 6 meses!
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