segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quem é vivo sempre aparece...

Na quarta-feira passada fui numa missão impossível ao Jambesse (a primeira localidade do continente) à procura de um carpinteiro perdido desde a primeira edição. Não tinha a foto do senhor mas tinha o nome dele e a profissão. Com um nome tão estranho como Amisse Assane pensei que com um pouco de persistência conseguisse encontrar o senhor naquele dia.
Saí de manhã de casa com o Pi e a Marta em direcção ao Jambesse num maravilhoso chapa. Ao chegarmos, cada um foi para seu lado tentar contactar os seus empreendedores e lá fui eu na minha aventura que pareceu terminar rapidamente. Depois de perguntar a 10 pessoas pelo Amisse Assane que era carpinteiro veio um rapaz ter comigo a dizer que o pai dele se chamava Amisse e era carpinteiro. Fiquei então à espera do senhor durante cerca de uma hora quando descobri que o senhor não tinha como último nome Assane e não era portanto a pessoa que eu procurava. Já um pouco frustrada, continuei a minha busca pelo carpinteiro e descobri que o Jambesse era muito maior do que eu pensava e que na mesma localidade podiam existir cinco ou mais pessoas com o mesmo nome próprio e a mesma profissão. Cheguei mesmo a dar uns refrescos a uns miúdos por duas vezes a pensar que me tinham levado à pessoa certa. Depois de uma manhã inteira a andar no Jambesse decidi voltar para a ilha para recuperar o ânimo e voltar na manhã seguinte. Quando cheguei a casa falei no que se tinha passado e o Luís lembrou-se que havia umas fotos de alguns dos primeiros empreendedores no escritório. Lá fui eu então e realmente descobri a foto do Amisse Assane. Agora a minha tarefa tornava-se mais fácil.
Na manhã seguinte pus-me a caminho, novamente de chapa, até ao Jambesse. Logo ao chegar perguntei às primeiras pessoas que encontrei se conheciam o senhor da fotografia e se sabiam onde eu o podia encontrar. Rapidamente um senhor me respondeu que eu já tinha estado ao pé da casa do Amisse no dia anterior e disse-me onde era. Quando cheguei ao local comecei a perguntar à vizinhança qual era a casa e depois de todos terem mentido, lá consegui descobrir qual era a casa e fui bater à porta. Primeiro veio um rapaz à porta que apenas me disse que o Amisse não estava e depois de alguma insistência a mulher do Amisse veio à porta e disse que ele estava para Nampula. Deu-me a sensação que ela estaria a mentir e decidi então esperar ali à porta. Houve alguma insistência para que me fosse embora dizendo que o Amisse só voltaria na segunda-feira mas apercebi-me de que alguns miúdos me queriam dizer qualquer coisa mas ao mesmo tempo estavam com algum receio e decidi ficar e esperar. Após mais de quatro longas horas de espera o Amisse apareceu e falei um pouco com ele. Ele até pareceu satisfeito por me ver e tenho a dizer que no dia seguinte, sexta-feira, foi bater à nossa porta para entregar algum dinheiro. Senti-me uma verdadeira heroína até porque começo a bater records na minha capacidade de espera.

2 comentários:

  1. Espectacular Sofia!
    Temos de te dar um prémio de presistência!

    Espero que estejam todos bem pela Ilha
    Beijinhos
    Rita

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  2. Oh Sof vais voltar transformada e cheia de paciência, e depois podes dar-me alguma que como sabes bem preciso e não me parece q vá adquirir mta nos próximos 6 meses!

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